quarta-feira, 19 de março de 2014

Novo movimento de Policiais Militares cria tensão no governo

Em meio aos sinais de movimento grevista na PM,  o governador Jaques Wagner (PT) dá hoje um passo largo para esfriar a temperatura nos quartéis. Nesta quarta, envia à Assembleia o projeto de lei sobre o reajuste salarial linear dos servidores públicos estaduais e incluiu os policiais militares no mesmo pacote do restante do funcionalismo. A medida do governador atende a uma das principais reivindicações dos líderes de entidades ligadas à tropa.
O Palácio de Ondina manteve o índice em segredo, mas admitiu ter usado uma fórmula semelhante a de 2013. Ou seja, o aumento ficará próximo ao da inflação do ano passado, fixada em 5,59% -, com percentual dividido em duas etapas. A primeira parte será paga retroativa a janeiro. A segunda entrará na folha do funcionalismo a partir do segundo semestre.

Acordo mantido

Ao mesmo tempo, o governo do estado acenou com garantias de que vai cumprir outros dois itens do acordo firmado com os líderes da PM, no rastro da greve de 2012: os pagamentos do Prêmio por Desempenho Policial (PDP) no início de abril e da Gratificação da Atividade Policial (GAP V) em novembro.

Correção de ruído

Para o Palácio de Ondina, o movimento é fruto de um equívoco. Como o projeto de modernização da PM será apresentado em 10 de abril, houve temor de que o reajuste linear e o pagamento de prêmios esbarrassem nas restrições legais em ano de eleição. Mas, segundo o governo, a lei não veda os pontos mais importantes do acordo. iBahia - Foto: Marcello Casal Jr./ABr

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